Adunesp viaNET Nº 39: Reitoria propõe abono agora e acena com zero para 2014 e 2015.

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No final da tarde desta segunda-feira, 4/8, os representantes das ADs presentes à Plenária Estadual da Adunesp, realizada no IA, dirigiram-se à reitoria da Unesp para a reunião com a vice-reitora no exercício da reitoria, professora Marilza Vieira Cunha Rudge. A reunião estava marcada há 15 dias, como resultado da insistência da Adunesp e da força do movimento grevista pela abertura das negociações.

A reitora em exercício repetiu à Adunesp a proposta feita pela manhã ao Sintunesp: abono de 21% sobre os salários de julho e acréscimo de R$ 250,00 no vale alimentação, ambos condicionados ao fim da greve na totalidade dos campi da Unesp. Questionada sobre a necessidade de fazer gestões junto ao Cruesp pela abertura efetiva de negociações salariais, o que a comunidade entende ser sua atribuição, a reitora foi enfática ao rejeitar essa possibilidade. Essa rejeição ficou mais clara nos termos do comunicado divulgado por e-mail pela reitoria logo após a reunião, que diz:

“Com isso, a Reitoria encerra negociações com as entidades sindicais da Universidade e conclama a todos para retomarem as atividades normais.”

Os dois cenários da reitora

Logo no início de sua fala, a reitora apresentou dois cenários possíveis para a comunidade: a solução da Unicamp (abono + zero de reajuste) ou a da USP (corte de ponto + zero de reajuste). Trata-se de uma ameça explícita e violenta contra o movimento grevista, que se fortaleceu nestes dois meses.

A Adunesp, que havia interrompido sua plenária para comparecer à audiência com a reitora, retomou os trabalhos para avaliar a proposta apresentada. Foi consensual que, sem a greve, nem mesmo esse simples abono teria sido oferecido aos servidores docentes e técnico-administrativos. Lembremos que, no início da greve, a reitora afirmava sequer ter espaço em sua agenda para receber as entidades sindicais. Além disso, também é fruto do movimento a sensibilização da Universidade e dos órgãos colegiados para o fato de que a crise das universidades estaduais paulistas é estrutural e de gestão.

Frente a esta avaliação, a plenária indica à categoria a manutenção da greve, com realização de assembleias em todos os campi até quinta-feira, 7/8, que culminará numa Plenária Estadual da Adunesp na sexta-feira, 8/8, às 8h, no prédio da Praça da Sé, 108, segundo andar. Logo após, será realizada uma reunião do Fórum das Seis.

Porque continuar a greve

  • Abono salarial é um “agrado” concedido uma única vez e não se incorpora aos salários.
  • O arrocho salarial vai permanecer, com perdas irrecuperáveis, uma vez que a reitoria sinaliza com a manutenção do
  • zero em 2014.
  • Após ser explicitamente questionado por um dos presentes, o assessor Buccelli afirmou que a previsão para o cenário econômico de 2015 é “catastrófica”. Em suas palavras, “o melhor cenário para 2015 é continuar pagando os salários”.
  • Nos recusamos a pagar com o nosso salário a continuidade de uma política que fez concessões ao governo do Estado na ampliação das universidades paulistas, sem a ampliação de recursos perenes. Vale lembrar que a própria reitoria reconhece que “a Universidade cresceu mais do que o ICMS”.
  • A força do movimento levou a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento (CFOP) da Assembleia Legislativa a marcar uma reunião para o dia 13/8, quarta-feira, convidando as entidades do Fórum das Seis e as reitorias, para “buscar soluções para as universidades estaduais paulistas”.

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