Boletim Sintunesp de 01/06/2016: Vamos à greve por tempo indeterminado!

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Na negociação de 30/5, os reitores reafirmaram o desejo de jogar nas costas dos trabalhadores o peso da crise e de sua histórica omissão diante da expansão sem recursos.
Na Unesp, a “proposta” foi: zero de reajuste + destempero do reitor

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Conforme divulgado pelo Boletim do Fórum das Seis, não houve avanços na negociação com o Cruesp na segunda-feira, 30/5. Mesmo diante da argumentação das entidades, mostrando que 3% é um índice absolutamente irrisório diante da inflação que passa dos 10%, os reitores mantiveram a proposta apresentada na reunião anterior, de 16/5. O único fato “novo” foi a declaração do reitor da Unesp, Julio Cezar Durigan, de que vai pagar somente quando puder. Ou seja, reajuste zero para servidores docentes e técnico-administrativos da Universidade.

Talvez incomodado com a decisão do Conselho Universitário de 17/5, que reafirmou a responsabilidade do reitor de negociar na mesa do Cruesp, Durigan mostrou-se bastante destemperado na reunião. Após cobranças feitas por um dos representantes do Sintunesp, disse que tudo era “besteira”, que ele deveria “procurar um médico”, entre outros.

Ouça o áudio da reunião em: http://podcast.unesp.br/radiorelease-31052016-reuniao-de-negociacao-entre-cruesp-e-forum-das-seis

O Sintunesp lamenta esta postura desrespeitosa, que apenas soma mais pontos negativos numa lista que inclui sistemáticos ataques aos trabalhadores da Universidade:

1) Desmonte nas universidades: Em vez de expor publicamente a política do governo, que é a de expandir cursos e vagas sem a contrapartida de recursos, os reitores preferem investir contra as universidades e seu bem mais precioso: seus trabalhadores. Sob a alegação da necessidade de “conter gastos”, eles vêm adotando medidas danosas que, se não combatidas, levarão ao desmonte deste património da sociedade. É o caso do enxugamento de pessoal, com a não reposição de vagas abertas por aposentadorias, demissões e mortes, entre outras.

No quadro, veja o expressivo decréscimo no número de técnico-administrativos da Unesp nos últimos anos. Comparando os dados de 1995 (ano em que o percentual de repasse do ICMS para as universidades passou para 9,57%, mantendo-se assim até hoje) com 2015, vemos que a situação é dramática.

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2) Arrocho histórico: Com o parcelamento da inflação Fipe em 2015 e o zero de reajuste deste ano, teremos nosso salário profundamente arrochado. Quem vai ao supermercado sabe que o custo de vida sobe a cada dia e que o nosso poder de compra atual é muito menor do que um ano atrás. Sem reajuste agora, como chegaremos a maio de 2017?

3) Descumprimento de acordos celebrados, como a não equiparação dos funcionários técnico-administrativos da Unesp aos da USP e Unicamp;

4) Confisco de direitos, como o congelamento das carreiras de servidores técnico-administrativos e docentes na Unesp. A mais recente tentativa foi a proposta de corte do vale alimentação para os que ganham acima de R$ 3.000,00.

5) A repressão sobre os três segmentos, crescente nos últimos anos.

Cresce a luta.
O caminho é a greve!

A mobilização e a luta são as nossas armas para preservar direitos e defender a universidade pública. Neste momento, isso passa pelo fortalecimento da greve nas três universidades.

Na USP, servidores docentes e técnico-administrativos já deflagraram a greve. Na Unicamp, os docentes aprovaram a greve por tempo indeterminado em assembleia nesta quarta, 1/6; servidores já estavam parados desde o dia 23/5. Os estudantes das três universidades estão em mobilização crescente, com greves, ocupações e grandes assembleias, tendo as pautas da permanência estudantil como ponto central.

Na Unesp, boa parte dos campi paralisou em 30/5. Nas assembleias que tiveram início em 31/5, a maioria já decretou a greve por tempo indeterminado. A expectativa é que o mesmo ocorra nas assembleias ainda não realizadas. Entre os docentes, a perspectiva também é de uma forte mobilização.

Não temos outro caminho, senão a luta! Todos à greve!

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