Greve na Unesp já atrasa ano letivo.

Os estudantes se mantêm em assembleia permanente no câmpus de Bauru para sensibilizar reitoria a ouvi-los.

Ato grevistas - greve na Unesp

A greve dos estudantes de nove cursos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru está perto de completar três meses e já atrasa o ano letivo.

Em paralisação desde o dia 2 de julho, muitos universitários já perderam a oportunidade de concluir a graduação neste ano. Trabalhos de conclusão de curso estão sendo redirecionados para entrega em fevereiro. A paralisação abrange os estudantes de psicologia, design, arquitetura, artes, radialismo, jornalismo, relações públicas, ciência da computação e pedagogia.

Em documento oficial enviado ao JC no início da paralisação, o Movimento Estudantil (ME) da Unesp informou uma pauta extensa com prioridades como, por exemplo, a contratação de professores efetivos, melhorias nas salas de aula, melhorias na iluminação do campus e da estrutura dos laboratórios.

Diretores das três faculdades da Unesp local assinaram, ontem à tarde, 11 termos com o compromisso de levar as pautas dos estudantes aos responsáveis pela universidade. A greve segue e o fim do movimento ainda será discutido em outras reuniões.

Os funcionários da universidade seguem em paralisação desde 3 de junho. “Os diretores das três faculdades da Unesp nos chamaram para conversar. Ontem (anteontem) eles tiveram uma reunião com o reitor em São Paulo, quando ele colocou que volta a conversar conosco assim que terminar a greve. Nós vamos discutir isso em uma assembleia, que acontecerá amanhã (hoje)”, disse Jorge Guilherme Cerigatto, coordenador de imprensa do Sintunesp.

Docentes da Unesp decidiram em assembleia, na última segunda-feira, retornar ao trabalho após dois meses e meio de paralisação parcial.

FONTE: http://www.jcnet.com.br/Geral/2013/08/greve-na-unesp-ja-atrasa-ano-letivo.html#prettyPhoto

Matéria publicada no Jornal da Cidade em Bauru A Tribuna do leitor – 29/08/2013 GREVE NA UNESP – 87 DIAS

Hoje, os servidores técnicos e administrativos, juntamente com os alunos da Unesp de Bauru, farão, dentro do câmpus, um ato contra os procedimentos utilizados pelo reitor da Universidade nas condutas de negociações das reivindicações.
As razões que levaram a categoria à greve, iniciada em 3 de junho de 2013, são absolutamente justas, pois reivindicam o respeito à isonomia entre as três universidades estaduais paulistas e a paridade (igualdade de votos e participação nos órgãos de decisão da Universidade). É inadmissível que, embora façam o mesmo trabalho, os servidores da Unesp recebam salários expressivamente menores do que os da USP. E a intransigência da reitoria da Unesp em estabelecer a isonomia é mais revoltante ainda para os servidores da Unesp quando se sabe que a reitoria da Unicamp já negociou e definiu um calendário da equiparação. Não bastasse a ausência de negociações efetivas com o Sintunesp, representante da categoria, e o uso da força policial em manifestações pacíficas e legítimas do segmento, a reitoria agora surpreende a comunidade com autoritarismo e intimidação, divulgando documentos com ameaças explícitas contra a categoria de servidores técnico administrativos.

Em vez de ameaças, queremos o cumprimento das nossas reivindicações.
Isonomia é direito! A Unesp declara como Missão – “Exercer sua função social por meio do ensino, da pesquisa e da extensão universitária, com espírito crítico e livre, orientados por princípios éticos e humanísticos. Promover a formação profissional compromissada com a qualidade de vida, a inovação tecnológica, a sociedade sustentável, a equidade social, os direitos humanos e a participação democrática. Gerar, difundir e fomentar o conhecimento, contribuindo para a superação de desigualdades e para o exercício pleno da cidadania. (Texto extraído do site da Reitoria da Unesp – Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI).
.
Como Visão de futuro.
“Ser referência nacional e internacional de Universidade Pública multicâmpus, de excelência no ensino, na pesquisa e na extensão universitária, que forme profissionais e pesquisadores capazes de promover a democracia, a cidadania, os direitos humanos, a justiça social e a ética ambiental, e que contribua para o letramento científico da sociedade e para a utilização pública da ciência. (Texto extraído do site da Reitoria da Unesp – Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI). Será que não é legítimo o que, algum dia, um grande mestre escreveu e foi referendado por tantos outros. Qual é nossa Missão? Qual é nossa Visão de Futuro? Porque atualmente o que vivemos é repressão. (Servidores em greve – Unesp/Bauru)

Deliberações da Assembleia de Araçatuba – FO dia 27/08/2013

 

Os Servidores em greve das Faculdades de Odontologia e Medicina
Veterinária do Campus de Araçatuba, em Assembleia realizada no dia de
hoje, após os informes do II Encontro Estadual dos Servidores Técnico
Administrativos, ocorrido no Campus de Marília no dia 26/08/2013,
deliberaram por unanimidade pela continuidade da greve até sexta-feira
dia 30/08/2013  em atendimento às deliberações deste II Encontro. E após
conhecimento dos resultados das demais Assembleias que por deliberação
do II Encontro deverão ocorrer até o dia 29/08/2013, deliberaram por
agendar nova Assembleia para o dia 30/08/2013 para decidirem os rumos do
movimento no Campus de Araçatuba.

Deliberações da Assembleia de Marília – FFC dia 27/08/2013 as 14h

 

Em Assembléia realizada no dia 27/08 as 14 horas na sala 12 do Prédio
de Atividades Didaticas com a presença de 50 servidores Técnicos Administrativos deliberou-se:
- CONTINUIDADE DA GREVE até o próximo dia 30/08 para uma nova Assembléia e avaliação.
- Uma Moção de repudio,encaminhado ao Diretor pela ameaça do corte do ponto.
- REALIZAÇÃO DE UMA ASSEMBLÉIA MENSAL,PARA DISCUSSÃO DA PAUTA DA CONGREGAÇÃO REFERENTE AOS SERVIDORES.DEMOCRATIZAÇÃO DA ESTRUTURA DE PODER NA UNESP.ESTUDO DE RESOLUÇÕES E O ESUNESP. EXPLANAÇÃO DA ESTRUTURA DOS ÓRGÃOS COLEGIADOS E PRINCIPAIS COMISSÕES ASSESSORAS. IMPORTÂNCIA DO PAPEL DAS ASSOCIAÇÕES DOS SERVIDORES TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS E DOS SINDICATOS, BEM COMO O FORTALECIMENTO POLITICO DOS FUNCIONÁRIOS PARA FUTURAS MOBILIZAÇOES DE GREVES.

Deliberações da Assembleia de Bauru dia 27/08/2013

 

* Continuidade do Movimento de greve por tempo indeterminado.

Encaminhamentos:

* Dia 28/08/2013 (quarta-feira).

Concentração na seção de protocolo com café da manhã.
Elaboração de Carta Aberta a Comunidade, para divulgação nas mídias locais, sobre o Movimento de Greve na Unesp (atitudes de repressão e intimidação ao movimento).
Montagem de faixas e cartazes para o Ato de Protesto que será realizado no campus no dia 29 de agosto, em conjunto com os estudantes.

* Dia 29/08/2013 (quinta-feira).

Concentração na seção de protocolo com café da manhã.
Ato conjunto com os estudantes com passeata pelo campus a partir das 14:00hs.

* Dia 30/08/2013 (sexta-feira).

Concentração na seção de protocolo com café da manhã.
Assembleia dos servidores técnico-administrativos no dia 30/08 as 09:00hs, no anfiteatro “ Adriana J. Chaves” (central de salas).

Paulo Cesar Bragaia.
Assistente Operacional.
Diretor de Base AG – Sintunesp
Campus de Bauru

Boletim Sintunesp – 27-8-2013 – Em vez de ameaças, queremos o cumprimento das nossas reivindicações. Isonomia é direito!

BOLETIM SINTUNESP 27-8-2013

Representantes de boa parte dos campi da Unesp, especialmente os que estão ou estiveram em greve, reuniram-se em Marília, no dia 26/8, no II Encontro Estadual dos Servidores Técnico-Administrativos da Unesp.

O encontro fez uma avaliação do estágio atual da greve, bem como um balanço do movimento, em busca de consolidar o avanço organizativo da nossa categoria e fincar as bases para as lutas que vão prosseguir e aquelas que virão.

Dos 11 campi que se mantinham em greve após a reunião do Conselho Universitário, em 15/8, a situação registrada no encontro era a seguinte: sete aprovaram o retorno ao trabalho em suas assembleias e quatro decidiram manter a greve (Araçatuba, Bauru, Marília, São José do Rio Preto). Nas assembleias que definiram pela volta ao trabalho, algumas mantêm o estado de greve.

A avaliação da maioria dos presentes é que ação truculenta e intimidatória da reitoria, com ameaças de corte do ponto dos grevistas, impactou parte dos servidores, embora seja ilegal e arbitrária, conforme afirmação do departamento jurídico do Sindicato. Presente ao encontro, o advogado José Francisco Martins explicou que não há regulamentação específica para a greve no serviço público e, por isso, valem as regras previstas para a iniciativa privada. Ou seja, é preciso manter o mínimo essencial do serviço. “Só poderá haver descontos dos dias parados se a justiça entender que houve abuso na greve. No caso do movimento dos servidores da Unesp, não houve nenhum julgamento neste sentido”, reafirmou.

O Sintunesp recebeu moções de apoio de algumas entidades, repudiando veementemente a ação coercitiva e retrógrada da reitoria da Unesp, como é o caso da Adunesp e do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps).

As deliberações do encontro

Feitas as avaliações, a maioria dos presentes aprovou a manutenção da greve e o indicativo aos campi que façam assembleias até esta quinta-feira, dia 29/8. Nas assembleias, devem discutir o indicativo do encontro. O chamado é para que os campi que saíram da greve retornem ao movimento, e que os que ainda não haviam aderido somem-se agora à luta.

O encontro também aprovou outros encaminhamentos:

- Cobrar nova negociação com a reitoria, conforme o próprio reitor se comprometeu a fazer (durante a reunião do CO). Promover um dia de mobilização e paralisações na data em que ocorrer, nos campi que estiverem em greve e em todos os outros.

- Realizar, em breve o terceiro encontro. O Sindicato vai promover encontros regularmente.

- Realizar atividades nos campi, denunciando a postura dos diretores e dos representantes docentes que se submeteram, mais uma vez, aos ditames do REItor e votaram contra os servidores.

- Ampliar as formas de comunicação do Sindicato, inclusive para as redes sociais (como o Facebook).

- Nos materiais de divulgação do Sindicato, fazer um balanço aprofundado do movimento, de modo a explicitar àqueles que não aderiram que tudo o que está sendo conquistado agora, ainda que aquém das nossas reivindicações, é fruto do movimento. Deixar claro que a participação de todos fortaleceria ainda mais a luta e traria mais conquistas.

- Ampliar o número de filiados ao Sindicato, para fortalecer ainda mais a entidade representativa.

- Cobrar a realização dos debates sobre a paridade em cada campus, conforme aprovado no último CO. – Os servidores devem intervir com peso nas discussões.

- Um dia de paralisação (dia 30/08), para nos juntarmos ao chamado das centrais sindicais, de paralisação nacional. Este indicativo deve ser discutido e deliberado nas assembleias até quinta-feira, dia 29/8.

- Moção de repúdio aos desmandos desta administração.

NÃO ACEITAMOS AMEAÇAS! REITOR, NEGOCIE DE VERDADE E RESTABELEÇA A ISONOMIA!

 

Moção de repúdio à intimidação contra os trabalhadores da Unesp

O Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps) manifesta seu mais veemente repúdio à reitoria da Unesp, pela divulgação de ofícios e comunicados com ameaças explícitas contra a categoria de servidores técnico-administrativos.

As razões que levaram a categoria à greve, iniciada em 3 de junho de 2013, são absolutamente justas, pois reivindicam o respeito à isonomia entre as três universidades estaduais paulistas. É inadmissível que, embora façam o mesmo trabalho, os servidores da Unesp recebam salários expressivamente menores do que os da USP. E a intransigência da reitoria da Unesp em restabelecer a isonomia é mais revoltante ainda para os servidores da Unesp quando se sabe que a reitoria da Unicamp já iniciou a equiparação.

Não bastassem a ausência de negociações efetivas com o sindicato representante da categoria, o Sintunesp, e o uso da força policial em manifestações pacíficas e legítimas do segmento, a reitoria agora surpreende a comunidade com autoritarismo e intimidação.

Além de questionável legalmente, uma vez que não há qualquer “julgamento” do movimento, a imposição do corte de ponto dos servidores técnico-administrativos em greve é uma ferramenta de coerção inadimissível, própria de regimes ditatoriais.

O Sinteps manifesta seu total apoio aos trabalhadores da Unesp e conclama a reitoria da Unesp a suspender quaisquer medidas punitivas e retomar as negociações, de forma efetiva, com o Sintunesp, com vistas ao restabelecimento da isonomia salarial.

São Paulo, 23 de agosto de 2013.

Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps)

Ilmo. Sr.

Prof. Dr. Julio Cezar Durigan, MD. reitor da Unesp

Com cópia:

Prof. Dr. José Tadeu Jorge, MD. Reitor da Unicamp e presidente do Cruesp.

Prof. Dr. João Grandino Rodas, MD. Reitor da USP.

Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp).

Fórum das Seis

Moção de repúdio ao autoritarismo da reitoria e em apoio à luta dos servidores técnico-administrativos da Unesp

Os docentes presentes à Plenária da Adunesp, realizada no campus de Marília, em 23/8/2013, manifestam seu veemente repúdio à conduta policialesca e ditatorial da reitoria da Unesp em relação ao movimento entre os três segmentos.

Não bastasse o uso da polícia no trato com as manifestações, como recentemente ocorrido durante a reunião do CO, em 15/8/2013, o não cumprimento de acordos firmados com as entidades, bem como a intransigência nas negociações, a reitoria agora recorre a outro expediente igualmente reprovável e inadmissível em qualquer organização do trabalho: a ameaça do corte de ponto dos servidores técnico-administrativos e docentes em greve, com o consequente desconto dos dias parados.

Trata-se de um instrumento de pressão e coerção abominável, que repudiamos com igual veemência com que também repudiamos o uso da força policial e de outros instrumentos de intimidação. Utilizar o poder institucional de cortar o ponto e descontar os dias parados em situação de greve, além dos questionamentos legais, é um gesto de extremo autoritarismo com efeitos bastante indesejáveis até mesmo para a eficiência da instituição. Afinal, o que pretende o reitor com medidas dessa natureza? Ameaçar, amedrontar e punir severamente, à maneira como procediam os governos da ditadura militar, para poder dominar soberanamente e manter a Universidade curvada ao seu incontestável poder absolutista? É possível imaginar uma universidade sendo capaz de cumprir seus objetivos de maneira eficiente e eficaz com funcionários, alunos e professores mantidos sob coerção e intimidação?

Um mínimo de dignidade no exercício da autoridade e do poder que o cargo máximo da gestão da Universidade exige, nesse momento, uma profunda reflexão sobre as práticas e os princípios que estão orientando a atual administração central.

A plenária da Adunesp manifesta seu apoio às justas reivindicações dos servidores técnico-administrativos da Unesp e insta a reitoria a retomar as negociações com o Sintunesp, de forma efetiva, com vistas ao restabelecimento da isonomia salarial em relação à USP, bem como a suspender quaisquer medidas coercitivas contra a categoria.

Marília, 23 de agosto de 2013.

Plenária da Adunesp Seção Sindical 

Ilmo. Sr.

Prof. Dr. Julio Cezar Durigan, MD. reitor da Unesp

Com cópia:

Prof. Dr. José Tadeu Jorge, MD. Reitor da Unicamp e presidente do Cruesp.

Prof. Dr. João Grandino Rodas, MD. Reitor da USP.

Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp).

DCE da Unesp – Helenira Rezende

Fórum das Seis

RECADO SERVIDORES EM GREVE CAMPUS DE ARAÇATUBA UNESP

Prezados Colegas Servidores Técnicos Administrativos,

Respeitamos as decisões sejam elas por atitudes individuais ou
coletivas porque diferentemente dos dirigentes da Instituição UNESP,
somos Democráticos.
Mas em nossos pensamentos e de forma unânime avaliamos que este não era
o momento para retorno as atividades por dois motivos:

1- Deixar a nossa vontade individual sobrepor à vontade coletiva,
pode nos trazer mais dissabores no futuro, porque essa atitude não
colabora com o nosso fortalecimento como Categoria de Classe, o efeito é contrário nos enfraquece perante momentos futuros que ainda teremos que enfrentar.
2- Por não se tratar de uma medição de força seja com o Reitor ou os
Diretores, mas sim de defender os nossos direitos e preservar a nossa
honra e o respeito que merecemos.

Por isso no texto abaixo estamos em forma de recado registrando o que
pensamos, com o objetivo de talvez ainda mudarmos este cenário a nosso
favor e demonstrar a nós mesmos que somos fortes e capazes de defender
nossos direitos, nosso respeito e o nosso espaço como categoria, porque
não queremos que ninguém decida por nós.
Abraço,
Wagner Alexandre e todos os Servidores Técnicos em Greve do Campus de
Araçatuba FMVA/FOA.

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SERVIDORES EM GREVE – CAMPUS DE ARAÇATUBA – FMVA/FOA. 

Se Nós servidores Técnicos Administrativos fossemos mais conscientes de nosso valor e de nossa força, estaríamos em maior número em nossos movimentos e as desigualdades estariam superadas.

Infelizmente, somos vistos como “vadios” e é triste dizer que às vezes, até mesmo por pessoas da nossa classe, e isto dói no fundo de nossas almas!

É de se estranhar que boa parte de nós servidores técnico-administrativos, não estejam preocupados com o próprio salário.

O ser humano está cada vez mais egoísta. Porém egoísta ao ponto de renunciar ao direito a devida remuneração e aceitar a perda de direitos previstos em lei? Sem percebermos, estamos alimentando aos nossos oponentes um poder que eles não têm e que ao deixarmos que o posicionamento individual se sobreponha ao posicionamento coletivo, estamos se voltando contra nós mesmos e entregando aos nossos oponentes o direito de decidir por todos nós.

Somos todos servidores com a mesma fonte pagadora!

Temos o direito de receber tratamento com igualdade e sem privilégios.

 

“É PRECISO CONSCIÊNCIA PORQUE NÃO ESTAMOS PLEITEANDO O ILEGAL”.

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Isonomia Já!

Bauru, 22 de agosto de 2013.

À Comunidade Unespiana

Caros Colegas:

A Reitoria da Unesp demonstra, mais uma vez, que supervaloriza sua estrutura de poder e não respeita, tampouco luta, pelo que ela própria “defende” em seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).
Não sabemos se todos conhecem ou já tiveram a curiosidade de se informar que a Unesp declara como:

MISSÃO

“Exercer sua função social por meio do ensino, da pesquisa e da extensão universitária, com espírito crítico e livre, orientados por princípios éticos e humanísticos. Promover a formação profissional compromissada com a qualidade de vida, a inovação tecnológica, a sociedade sustentável, a equidade social, os direitos humanos e a participação democrática. Gerar, difundir e fomentar o conhecimento, contribuindo para a superação de desigualdades e para o exercício pleno da cidadania. Texto extraído do site da Reitoria da Unesp – Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI . (grifo nosso)

VISÃO DE FUTURO

“Ser referência nacional e internacional de Universidade Pública multicâmpus, de excelência no ensino, na pesquisa e na extensão universitária, que forme profissionais e pesquisadores capazes de promover a democracia, a cidadania, os direitos humanos, a justiça social e a ética ambiental, e que contribua para o letramento científico da sociedade e para a utilização pública da ciência. Texto extraído do site da Reitoria da Unesp – Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI . (grifo nosso)
Será que não é legítimo o que, algum dia, um grande mestre escreveu e foi referendado por tantos outros. Qual é nossa Missão? Qual é nossa Visão de Futuro? Porque atualmente o que vivemos é repressão.

Repressão documentada através do Ofício Circular n° 11/2013 – RUNESP, que para conhecimento, destacamos alguns trechos: “….deverá suspender o pagamento de salários de tais servidores….” – “… reposição dos dias parados;” – “…. devem ser descontados os dias parados a partir ….”.

Após refletirmos sobre os textos acima, principalmente os em destaques, perguntamos. As últimas ações realizadas contra servidores técnico-administrativos, docentes e discentes em greve, membros integrantes desta Universidade, apontam, em algum momento, coerência mínima, entre os textos e a realidade?
Nossa luta é em defesa da Universidade Pública desejada, efetivamente, focados na nossa Missão para conquistarmos nossa Visão de Futuro. Mas não o futuro que nossos “Administradores e Representantes no Conselho Universitário – C.O” defendem e desejam. Porque senão, caros colegas, estamos entregando nossa Universidade para qualquer sorte, ou podemos dizer, para sorte nenhuma……..

Se não entenderam, ainda, nossa luta é em defesa da Unesp. Estamos em greve por: isonomia salarial (igualdade de sobrevivência); paridade (igualdade de voto e representatividade); permanência estudantil (igualdade de subsistência); cotas – inclusão social legítima (igualdade e respeito aos menos favorecidos historicamente).

Por isso, não aceitamos repressão, não aceitamos desigualdades. Somos críticos e livres, somos éticos e humanos, somos compromissados com a qualidade de vida, lutamos pela equidade social, os direitos humanos e a participação democrática, contribuímos para a superação de desigualdades e para o exercício pleno da cidadania, e, acima de tudo, queremos formar profissionais e pesquisadores capazes de promover a democracia, a cidadania, os direitos humanos e a justiça social.
Hoje, mais do que nunca, temos a convicção de que não podemos desistir da nossa Unesp do futuro, portanto nosso movimento segue ainda mais fortalecido.

Servidores Técnico-Administrativos, em greve, pela defesa da Universidade Pública – Câmpus de Bauru.